Canção para a lua

Já escrevi sobre paixões, solidão, fingi ser poeta, já me imaginei escrevendo crônicas diariamente, uma espécie de Cony-like, e, obviamente, ainda almejo escrever um livro. Sonhos, não me faltem nunca, por favor. Mas, o que não me lembrava e descobri aqui, em textos antigos, é que num dia comum, escrevi algo que soa como uma canção, e era meu sonho ser essa letra musicada por alguém e cantada por Marina Lima (isso, a cantora universalmente conhecida por Fullgás…”então onde quer que você vá é lá que eu vou estar…”). Voz rouca, partes faladas, no estilo dela. Minha primeira reação foi rir dessa afetação, mas não resisti e resolvi trazer até aqui essas palavras em forma de homenagem à cantora.

Vivo com astros,
miro nos altos cumes de seus olhos.Untitled
Busco um espaço,
paro um instante a contemplar seu enganos.
Rogo à lua,
peço um abrigo e distraio sua atenção.
Mais um segundo,
é essa a mudez de um coração.
Que intervalo é esse,
por que tão intenso caminho
se os seus passos são sempre os mesmos?
Venha buscar sua saída,
venha me dar uma saída.
Deixa o medo escondido.
Deixa o frio passar…

Viva aos poucos,
mire em focos de atenção.
Busque um sinal,
pare no becos sem qualquer destino
Implore um abrigo,
peça uma lua e distraia minha atenção.
Um segundo é tão pouco,
e ainda assim cala a paixão.
Os intervalos soam breves
e despencam num precipício de prazer
à distância.
Vou lhe dar uma saída,
vou adiar minha partida.
Deixa o céu me envolver,
deixo seu corpo voar,
deixo esse frio…

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