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Não busco a perfeição. Só quero poder abrir os olhos como quem constrói uma nova saída. Quero fugir das opressões e obstáculos que obscurecem o meu otimismo, e poder eu mesma intuir os mistérios mais desconexos possíveis.

Quero fingir que não há futuro, e que não é preciso, portanto, semeá-lo no presente. Vou esquecer as horas e desmarcar horários (talvez ‘desinventar’ o relógio). Vou escolher os meus próprios livros, o meu próprio negócio e desenvolver a minha própria segurança; fazer-me repreensões e despedidas para mostrar que não estou subordinada à rotina dos relacionamentos.

Não permitirei que existam metas e é necessário falar demais, andar demais, mentir, chorar e nem amar demais. Que todos parem de olhar para o lado à procura de imperfeições, e aprendam a encenar uma vida ideal.

E como seria essa vida ideal? Talvez sem preconceitos, sem obrigações. Abrir o jornal e encontrar páginas em branco, aguardando para serem escritas; não ouvir o som da televisão ligada, desconhecer a opinião da igreja, perder a noção dos preços…reformular, então, os valores sociais e deixar que tudo se resolva sob o toque sutil da irresponsabilidade.

E, quem sabe, tudo não fique mais tranquilo. Ou ainda mais vazio e desequilibrado do que já está. Talvez as queixas continuem existindo e todos prefiram voltar ao seu antigo cotidiano, sem saber definir o que está faltando, afinal, já estamos tão acostumados…

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