Se

“Se alguém por mim perguntar, diga que eu só vou voltar quando me encontrar…”
(Cartola)

Se eu pudesse escolher um momento, não tenho dúvidas de que escolheria o eterno.

Se me fosse concedido um dom, como eu queria poder voar! Contraditório, pois morro de medo de altura…

Se eu fosse uma voz, optaria pelo maior grito do universo.

Ao me eleger uma oposição, nada melhor do que o anjo que cai.

De uma aventura, prefiro um salto bem no meio da noite.

Se me designassem escolher uma casa, poderia ser ao lado da lua?

Palavra pra sumir: adeus; palavra pra brilhar: respeito.

Se me pedissem uma explicação, diria para olhar para dentro. Se tentassem me explicar, tentaria olhar fundo nos olhos.

Se eu adotasse um novo mundo, bem desejaria o mais distante possível.

Se fosse inevitável escolher uma dor, suportaria a saudade, sem faz de conta.

Se me decidisse por um verbo, queria aquele, intransitivo.

Se tivesse que apontar uma parte de mim, desistiria, pois só me reconheço por inteira, mesmo aos pedaços.

Sigo no exercício de ser o que quiser até me encontrar, testando. Desabafo, um pouco de ‘se’, alguns ‘talvez’, conversa fiada, papo de Fran.

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