Eternamente larva

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O presente se desagrega junto com minha consciência. Fragmentos do que sou ou do que não fui se aderem aos muros que me cercam, expondo-me a um julgamento ilimitado. E quando me reintegro, percebo olhos que, em todas as direções, perseguem meus passos, espreitam cada decisão, cada ato, sem, no entanto, definir o correto. Tento enganá-los, fugir do seu alcance, mas é inútil, pois, por mais que eu me tranque em quartos vazios ou corra por desertos distantes, ainda sinto a sombra desses olhos pestanejando dentro de mim. Continuar lendo

TAG: descobrindo novos blogs

novos blogs

Fui indicada pelo Marcos Plymouth do blog Escrevendoor para responder perguntas dessa TAG.

Regras:

  • Agradecer a quem te indicou.
  • Responder às perguntas.

  • Indicar até 10 blogueiros para responder à TAG, criando 10 perguntas para eles.

  • Avisá-los da indicação.

Vamos às perguntas e respostas, confesso que as primeiras quatro perguntas me pegaram de jeito, Marcos, tive que deixá-las por último para entrar no ritmo, difícil, hein?! Mas esse desafio me fez muito bem. Continuar lendo

Ídolo

george michaelAlgo como uma palavra: RECOMEÇO; algo como uma cor: NEGRA, imensamente obscura; algo como um sentimento: PRAZER; algo como o momento: SOLIDÃO; algo como a fuga: GRITO; algo como ser que se esconde para causar surpresa ao mostrar-se: ELEGÂNCIA. É um eterno recomeço, a cada novo tom, como se a vida recomeçasse a cada cinco minutos. Como se dissesse que a cada segundo há um motivo de prazer distinto, que se contrai e se enleva, sem permissão e que, de vez em quando, dá lugar a um grito, que se manifesta junto a nossa imensa solidão, sem querer ser nobre, apenas ele mesmo; sem querer ser puro, pois a malícia oscurece o seu dom.

A viagem

barco

Não sei qual é o destino que esse barco segue. Sei que ele é muito pequeno, e muitos dos navegantes não aguentam as contínuas tempestades e acabam desistindo da viagem, de tudo. Jogam-se ao mar, e quem fica torce para que encontrem seus caminhos. Quem fica, muitas vezes fica só. Segue as ondas, sorri para a lua, canta à saudade, chora por essa solidão. Espera pacientemente que o barco chegue a algum lugar e que esse lugar não seja uma terceira margem.