E o passado é uma roupa…

"O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente..." (Mário Quintana)

“O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente…”
(Mário Quintana)

Por que sinto tanta saudade do beijo torturante que nunca foi dado?

Por que não deixei que a voz calasse a confissão que ainda assombra o presente?

Por que não rasguei o bilhete absurdo e o deixei seguir seu destino?

Por que adiei o adeus, apesar de pressentir o tempo gotejar de minhas mãos?

Por que me arrependo de não ter atendido o telefone e contado tudo o que sentia?

Por que fugi do compromisso e não continuei aquela história tão insegura e irreal?

Por que, após anunciar tantos ‘nãos’, os que recebi serraram tão fundo a carne e a alma?

Por que foi necessário recomeçar, sem ponto de partida?

Porque eu pretendia não retroceder, não trazer de volta o que não se acomoda mais. Mas o que não cabe importuna.

Porque eu queria ser divergente, mas o futuro amedronta…

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