Eternamente larva

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O presente se desagrega junto com minha consciência. Fragmentos do que sou ou do que não fui se aderem aos muros que me cercam, expondo-me a um julgamento ilimitado. E quando me reintegro, percebo olhos que, em todas as direções, perseguem meus passos, espreitam cada decisão, cada ato, sem, no entanto, definir o correto. Tento enganá-los, fugir do seu alcance, mas é inútil, pois, por mais que eu me tranque em quartos vazios ou corra por desertos distantes, ainda sinto a sombra desses olhos pestanejando dentro de mim. Continuar lendo