Feliz ano novo

2016

“Quero ver você não chorar, não olhar pra trás…”.

Fique tranquilo, você pode chorar, sim. O quanto quiser, mas com algumas pausas para sorrisos, ou sorrisos com algumas pausas para lágrimas. Como quiser ou como puder.
Olhar para trás também é permitido. Só entenda que o passado ficou lá, e que também torna você quem é agora.

Mas não se arrependa! Aprenda.

E se a dor nascer e, por alguma necessidade, você conseguir resistir, não se sinta obrigado a sorrir.

O amor, esse sim tem que crescer!

E se, mesmo parecendo pequenino, sua sombra ostentar amplidão, erga-se, agarre a sua vida, o ano será seu.

“Muito amor e paz pra você. Pra você.”

Pleno ano novo a todos, é o que interessa.

#Mãos livres

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Na infância e adolescência, algumas pessoas devem ter feito algum comentário açucarado sobre o que eu escrevia, pois eu continuei escrevendo. Peças de teatro, livro sobre amizade, dissertações algo pontiagudas, com interrogações logo no primeiro parágrafo, diários (escritos diariamente, sim!), poesias, enfim. Veio a idade adulta, a síndrome da incompreensão, a exasperação em encontrar as palavras corretas para buscar algum mistério sonegado em gotas de chuva, lagos e árvores herdando os murmúrios da ventania… Continuar lendo

Prêmio Dardos

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Escrever tem me surgido com uma sucessão muito sortida de significados, com palavras que se rodiziam: arte, ofício, inevitabilidade, obstrução, resolução, terapêutica e até silêncio e bloqueio quando vem à superfície o não escrever.

Forma de expressão sim, só que, mais do que tudo, a comunicação com o outro tem sido a prioridade e estou na primeira aula, tentando entender o que quero e preciso dizer e o que o outro precisa que seja lido, ouvido, sentido.

Fui indicada para esse “Prêmio Dardos”. Explicação:

O Prêmio Dardos é uma espécie de selo virtual criado em 2008 pelo Escritor Alberto Zambade, autor do blog Leyendas de “El Pequeño Dardo” El Sentido de las Palabras. Ele selecionou e indicou o selo a quinze blogs, que ele considerou merecedores do prêmio, os quais também indicaram outros 15 e assim sucessivamente, criando uma imensa corrente na internet.

O objetivo do Prêmio Dardo é reconhecer os esforços de blogueiros, a cada dia, para transmitir princípios culturais, éticos, literários, pessoais, etc., em suma, manifestando sua criatividade através de seus pensamentos, presentes em suas palavras e textos.

Regras do Prêmio Dardos

Ao recebermos o selo, precisamos seguir algumas regrinhas básicas:

  • Indicar os blogs que preencham os requisitos acima para receber o prêmio;
  • Exibir a imagem do selo;
  • Linkar com o blog de que recebeu a indicação;
  • Avisar os blogs escolhidos

Quem me fez essa indicação foi a Silvia Souza do Reflexões e angústias, que é atualmente o blog que eu mais leio. A Silvia dá uma chamadinha na gente para uma reflexão descompromissada, um saudosismo latente, com uma abordagem existencialista de todo e qualquer assunto, geralmente, assuntos que parecem ter pedido para serem ditos. Além disso, suas citações já fazem parte dos meus dias e acho interessante também esperar pelos seus comentários sobre livros que ele gosta. Enfim, Silvia, agradeço a você a indicação, os comentários e por estar sempre tão presente nesse meu processo de entendimento da linguagem, muito obrigada. Te “indico” da mesma forma a esse prêmio.

Prefiro citar os blogs que tenho lido e admirado com frequência, sem a convenção do Prêmio: Reflexões e Angústias (saliento), FabulônicaO ponto afinalPitacos e AchadosCasuismoMeu Espaço Literário. São páginas e pessoas que me inspiram e me ensinam, e cada post precisa ser lido, pois vale muito!

E é isso aí.

 

Três necessidades

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Eu, que quase nem gosto de listas, enumerei hoje as três necessidades para os meus dias:

  • Preciso de quatro ponteiros no meu relógio, para criar controle sobre algum deles, unzinho só que seja, e assim, poderei me disfarçar de livre.

 

  • Preciso de uma hora a mais, umas duas, três tornaria tudo perfeito, para que minha alma vagueie solta pelo dia, sem desconsolo pelo princípio do porvir.

 

  • Preciso suspirar um pouco mais no decurso das horas, trazendo para mim aquela satisfação incomparável no finalzinho, de quem largou no chão alguma coisa que não interessa, pois já não me remete mais.

 

E você, qual é a sua lista?

 

O quarto

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Escrevi isso em 05 de julho de 2001 e publico aqui para fechar esse ciclo de ritualizações antigas, pois perder-se é preciso, mas reencontrar-se é mais necessário ainda.

Não há grandes mudanças na paisagem vazia que é esse quarto. Ainda tento instalar nele alguns objetos que caracterizem um pouco de mim, mas me confronto com dois pensamentos. Primeiro: como torná-lo parecido comigo, se nele reina uma estabilidade inevitável, daquelas que mesmo removendo um livro ou mudando qualquer coisa de lugar, nada muda? Segundo: como torná-lo parecido comigo, se nem sei o que é ser como eu? Porque não sei o que sou. Continuar lendo