#Mãos livres

maos

Na infância e adolescência, algumas pessoas devem ter feito algum comentário açucarado sobre o que eu escrevia, pois eu continuei escrevendo. Peças de teatro, livro sobre amizade, dissertações algo pontiagudas, com interrogações logo no primeiro parágrafo, diários (escritos diariamente, sim!), poesias, enfim. Veio a idade adulta, a síndrome da incompreensão, a exasperação em encontrar as palavras corretas para buscar algum mistério sonegado em gotas de chuva, lagos e árvores herdando os murmúrios da ventania…

Porque eu me obstinei a escrever, nem sei. Pois conto nos dedos quem leu alguns de meus rascunhos. Neguei qualquer tentativa de exposição, empolgava os dedos com a caneta quando recebia alguma encomenda, mas diante da brecha, eu optava por fugir, desconversar, prorrogar simplesmente. Guardei, então, o sonho para mim, em muitos momentos, guardei o sonho de mim, ri dele, disse a mim mesma que era algo só para devanear, e o escondi, com uma sensação de direito incompleto, de dever não obedecido.

Esse ano, 2015, foi todo ele engendrado com o propósito da permissão, de admitir a mim que eu poderia ser quem eu quisesse, bastava querer muito. E eu quis. E planejei. E sofri. E me atemorizei. Experimentei. Gostei e quis mais.

E aí está um dos resultados. A Editora Chiado assegurou que eu me entregasse e elaborasse esse sonho. Em breve, “Mãos livres” será lançado e estará à venda em grandes livrarias. O resto é mesmo literatura.

 

9 comentários sobre “#Mãos livres

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s