“E a chuva promete não deixar vestígio…”

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Danço nua, sem pestanejar. Pouco sei ou muito sei, quem se importa?
Meu olhar é de sombra, quero mais é vaguear.
Bruxa de alma, feitiçaria no corpo, com inquietação na mente.
Meu momento tem que ser agora.
Muito deixo para trás, muito me segue, muito me enrosco, muito me enrolo.
Dou a volta, volta e meia. Sigo em frente.
Porque meu coração não me permite congelar.
É a saudade que me chama.
É a saudade que me faz continuar a andejar.
Trabalho para o tudo, o pouco me é muito vazio.
O nada nunca irá me tocar.