Desejos da manhã

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Eu me desejo uma manhã vermelha, bastante ruborizada pelo receio do porvir, mas com pressa de que chegue em breve.

Eu me desejo muitos raios de sol precipitando em minha trilha, no chão incidindo e reverberando em minha pele, com o mormaço do dia que ainda nem começou.

Eu me desejo muitos desejos, a sede do beijo, a imoderação do abraço, a inevitabilidade das palavras, quentes em silêncio ou gritadas em longas conversas sem hora nem porquê.

Eu me desejo um equilíbrio das calmarias e inquietações,  e se não for possível, que os ventos agitem em mim só o que pertencer ao poema.

Eu desejo em mim pedaços inteiros, já que só me conheço fragmentada, mas que essas fatias não sejam maceradas, a ponto de não poderem mais ser exploradas.

Eu me desejo um dia sem espera, com algumas emergências em viver, porque o minuto é passageiro e eu ainda quero sorrir, com meus olhos vermelhos.

E que em breve comecem os porquês.

E que em breve se explore o poema.

E o vermelho se instale, feito dono de mim.

2 comentários sobre “Desejos da manhã

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