Vim perguntar o que faço de mim

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Esse é mais um post da série “Duetos”, só que um pouco diferente. Há mais de dois meses, convidei um amigo, duplamente colega de profissão (médico e escritor) e alguém que tem sido grande incentivador do meu trabalho para escrever um conto comigo aqui para o blog, o Flávio Gimenez. A proposta era criar uma história sobre um encontro entre um médico materialista e rigoroso em sua arte e uma garota desarmada, buscando encontrar a si mesma.

E começamos a escrever, de forma que a reação de um personagem se baseasse na resposta do outro. Logo, não sabíamos que rumo tomaria o conto, mas sabíamos que em poucos minutos, todos estariam transformados (personagens e autores).

Como o conto beirou as 15 páginas, tivemos a ideia de publicá-lo em eBook. Segue a sinopse da história:

“–  Então, diga-me, eu lhe suplico, como pode interceder por mim? Como pode me alforriar desse corpo? Como pode me deixar fluir?”

De um lado, Dr. Eugênio, um médico generalista inflexível e sagaz, no auge da carreira, segue sua rotina ocultando suas desilusões por detrás de atendimentos vazios e ostentação em demasia. Do outro, uma garota clandestina, Olívia, procura sua libertação e, diligentemente, incumbe ao Dr. Eugênio que a faça descobrir o que fazer de si mesma. Diante desse encontro, será irrevogável a reinvenção de ambos os personagens, após momentos m1176195861uito particulares de catarse.

Vim perguntar o que faço de mim é um conto criado por dois médicos, um Clínico Geral e uma Pediatra, dois observadores da vida e que assumiram, também como profissão, o encantamento pela escrita. O encontro entre médico e paciente foi delimitado através de longos diálogos virtuais, de maneira que, assim como na história, os sobressaltos dos personagens fossem totalmente secretos até as últimas palavras.

Convido a todos para adquirirem o livro/conto Vim perguntar o que faço de mim em eBook, disponível no site da Amazon sem custo durante essa semana.

Até o próximo encontro!

11 comentários sobre “Vim perguntar o que faço de mim

  1. Eu mais uma vez Fran…
    Sabe muitas vezes quando lemos ou mesmo ouvimos contos, histórias, fantasias, sempre há um pedacinho onde ponderamos, sim, eu me vi ou me vejo ou ainda me via em tal situação.
    Acredito eu que toda história narrada por mais que usemos da arte que a escrita nos permite do “disfarce”, o que até seja correto já que muitas vezes falamos de outro ou de outras experiências que não sejam a nossa e por isso é super válido, mas mesmo assim, dentro daquele conto há algo de nosso DNA.
    O renascer que na leitura se fez claro, nos mostra o quanto ainda temos dentro do Ser, do nosso Eu interior. Na verdade somos uma biblioteca de personagens e a cada momento renascemos para uma situação ou uma necessidade diferente.
    Me deu muita vontade em escrever também, mas minha verve anda meio congelada, aguardando ainda não sei o que, ora pergunto-me se teria tempo ara terminar, ora se saberia me expressar.
    Enfim…
    Li, reli, e renasci também. Que venham outros tão quanto inspiradores. Obrigado a você e ao Flavio por partilhar. ❤

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    • Cláudio, concordo com isso. Por mais que a história ou o tema nos pareçam distantes, dificilmente não haverá material genético do escritor nas palavras descritas. E ok, se a escrita tiver um componente analítico, revelador ou reflexivo, melhor ainda. Eu, particularmente, não consigo doar um pouco de mim em cada história. E você…não tenha medo de não terminar…as palavras irão esperar por você.

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