Chão da nossa casa

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 “Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria? ”
(Caetano Veloso)

Livre não sou. O raciocínio reaviva a ideia de que sou livre sim, pois vou e volto sem amarras; eu me nutro de vida e pão, pão que eu mesma produzo. Mas, fisiologicamente, não posso ser livre, pois de alguém dependo, de algo dependo, só ainda não lhes dei nomes.

Se sou livre, gosto de me fechar no meu universo, entre quatro paredes, com as portas bem fechadas, para que o outro não entre e venha me ferir. Continuar lendo