Olhando o vazio

Ei, pequeninos!

Desculpem-me por ter lhes trazido para essa encrenca.

O mundo está um embaraço só e é tão complicado voltar a acreditar: confiar nas pessoas, fiar-se às próprias ideias, seguir em frente sem fulgurar em vazio…

Parece que a hora está errada quando encaro o relógio. E, no entanto, ele só mostra que o tempo urge, que já correu, que a vida é ida.

Quero muito ensinar sobre coragem, sobre dizer sim, mesmo quando é o não que me congela o coração, mesmo quando sou eu que travo na porta de entrada.

Então há um segredo repetido como mantra: quem tenta, não consegue! Quem tenta, não consegue! Quem tenta, não consegue! Acreditem, vocês sempre triunfarão, de uma forma ou de outra, pois são feitos da matéria de sonho real. Eu, porém, que flutuo sem parar, ainda tenho receio de cair.

E vocês perguntam “e agora?” e a minha vontade é repassar a questão para alguém que saiba respondê-la. Ora, mas eu agarro esse agora fortemente nos braços e dele faço nosso presente, presentemente.

O mundo está em desordem, eu sei, mas a gente pode arrumar a casa, deixar o quintal limpo, pois se não nos encontrarmos aqui dentro, se não nos reconhecermos em nossa intimidade, lá fora toda essa insensatez não nos acolherá.

Sobre trançar as pernas

“Sou do tipo mãos vazias. Prefiro nada carregar e ter os braços livres. Mesmo que seja para travá-los na cintura em espera, cruzá-los em desaprovação. Fico, assim, pronta para um adeus inesperado ou um abraço loucamente necessário em quem acaba de chegar.”

Sobre amizades, parcerias, palavras que impulsionam, carinho, cuidado e sonhos: tudo isso numa galeria desse post.

Só me resta agradecer imensamente sempre e sempre.

As resenhas completas estão nos links em destaque:

Reflexões de Silvia Souza
Fabulonica
Meu Espaço Literário
Livrai-nos
Livros em mente
Aquela Epifania
Mini Biblioteca da Pry
São tantas coisas
Filósofo dos Livros
Pétalas de Liberdade
Ruivo Leitor
Pacote Literário
Recanto Literário
Lendo com Daniel
Um rascunho a mais
Devaneios da Lila
Coleções Literárias
Mundo da Sue
O Poderoso Resumão
Jornal Literatura e Cia
Livros e Chocolate Quente
Porão da Lara
Sincroniza aí
Literatura por amor
Caderno da Lua
Gnoma Leitora

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RESENHA: Mãos Livres Autora: Francine S. C. Camargo Págs: 70 Editora: Chiadoㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ "O atraso cansa e tanto a alma quanto o corpo precisam de abrigo" Mãos Livres é um livro que reúne contos e crônicas que são narrados em 3 páginas, no máximo. A maioria das crônicas estão em apenas 1 página e mesmo assim passam uma enorme lição, fazendo com que algumas lágrimas caiam durante a leitura. Um livro que fala em grande parte da liberdade, do sentimento de se fazer o que deseja sem perder sua essência. "Mãos Livres" ensina a acabar com aquele namoro que não vale mais a pena ou a dizer um "Eu te amo" quando necessário. Você precisa aceitar o seu destino, precisa deixar o que se foi, ir. Precisa construir um novo caminho quando necessário e sair da mesmice de cada dia. Você precisa se libertar de tudo que te retém ou te afasta da felicidade. Você precisa ser você mesma, sem amarras. Você é livre! Você pode tudo (ou quase tudo)! ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ Mãos Livres tocou minha alma pela sua simplicidade um tanto quanto fantasiosa. Trouxe conforto a minha alma e alegria aos meus lábios. A autora conta algumas das suas próprias estórias, narrando a perda como um ciclo normal ao qual temos que enfrentar para crescermos. Ela soube fazer o mais difícil, emocionar em apenas poucas páginas. O livro é muito bem escrito e cada conto tem um começo, meio e fim bem construído, fazendo o leitor refletir e se colocar na situação narrada! ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ "Vou e volto porque você ainda tem muito que me cuidar e quero aprender quem eu sou: passarinho seu, asa pequena até então, passarinho do mundo, levantando voo rápido qualquer hora dessas, certo de retornar quando me interessa, com vontade de ir quando a claridade me atrai" Obrigada pela oportunidade @francinesccamargo 😍 Quem quiser conhecer um pouquinho mais do livro é só entrar em contato com a autora! #livros #livro #books #book #booksinlove #mãoslivres #likes #like #likeforlike #sdv #amolivros #amoler #leitura #ler #boanoite #sabado #euleionacional

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Querida ontem

Não sei ainda se sentia a sua falta ou se não poderia seguir adiante enquanto seus passos acompanhassem os meus, e é certo que fui perseguida todo o tempo. Chamava a você de ontem, minha forma original, meu corpo em cicatrizes, mostrando-me ao hoje que fui mais real do que supunha.

E nessa hora, no silêncio intrigante em que me encontrava, a vida atual clamava por mim, mas a vida já vivida veio fremir a minha paz com os equívocos que adormeciam em algum quarto dentro de mim: os deslizes cometidos, as palavras não ditas, as ações tolhidas pelo zelo em excesso.

O passado me implorava por Continuar lendo

Todos temos aquele amigo

“A amizade é uma alma com dois corpos”

(Aristóteles)

Amigo faz moradia dentro da gente, cava e cava buraco até se infiltrar de vez e depois perde a chave, faz pompa na vizinhança e se serve de todas as nossas reservas de carinho e, curiosamente, para ele, esses estoques parecem nunca se acabar.

Amigo sabe tocar na gente, literalmente falando: pega na mão, dá abraço de quebrar as costelas, puxa pelo ombro, acotovela-se todo para sair na foto e dá aquele tapinha de leve no braço, raras vezes deixa hematomas, te chamando de tolo por alguma bobagem dita.

De amigo exige-se Continuar lendo

A cola da memória

O aroma da vela acesa sobre a mesa do jantar não é somente aprazível. O copo de alumínio não é só um meio de matar a sede. A música mais triste não entra simplesmente pelo ouvido e vai embora ao final do acorde. Vela, copo e canção fazem os olhos arderem de saudade, lembranças aguçadas ou disformes, memórias que nimbam a alma ou exorcizam determinadas dores, não importa.

As lembranças são Continuar lendo

Aos nossos crimes inexplicáveis

Algumas vezes é um tijolo que a vida lança na nossa cabeça. Outras vezes, a vida passa longe dessas transgressões e, no entanto, quem nos acena é a morte, com toda sua criminalidade.

– Tia, você vai ficar comigo?

Enquanto atendia em ritmo aventureiro na segunda-feira à noite de um pronto atendimento em pediatria, fui chamada para avaliar uma criança na sala de emergência, mais conhecida como sala de medicação, já que era raro algo de muita gravidade chegar ao nosso plantão.

Na maca, um menino de 5 anos de cílios gigantes, grau importante de irritabilidade, com palidez e gemência era o motivo de eu estar ali, numa apresentação típica de um quadro de choque séptico. A mãe, com o desespero Continuar lendo