Encruzilhada

Há uma criança sentada na poltrona marrom, com o olhar abstraído, arrebatada pelos sonhos que apenas começou a devanear. Ela tem sede, mas não pede água. Tem fome de palavras, mas não descobriu a melhor forma de dizê-las. Pensa e esquece. Sofre e adormece. A criança não finge, não volta atrás. É uma criança solevada na paisagem e espera que entendam que mal sabe chorar.

Há uma garota diante do livro, procurando por Continuar lendo