PAREI DE SONHAR

Blecaute. Amanheceu. Cortinas cerradas. Motor desligado. Fim de show. Créditos finais.

O sonho acabou!

Com os olhos em alerta, a mente cismada e a turbulência dos dias, aqueles minutos dispersos deixaram de existir. Não tem sido possível, portanto, voar suspenso em balões e nem ter uma imagem mental toda azul, quase azul da cor do mar. A visão das estrelas ficou manchada, a porta permaneceu entreaberta, com ímpetos de bater com o vento e trancar-se por conta própria, o meu grande pequeno universo se encolheu muito além do que se enxergaria, pois a partir daquele dia eu não fui mais capaz de sonhar. Continuar lendo