Escrever pode ser fácil?

Escrever é um empreendimento de paciência, equilíbrio e bravura. O que nos sai da caneta ou dos dedos ao teclado (ou à máquina, há quem ainda use) não é tema que surja do nada e sim, palavrinha, frase ou história recôndita, esperando sua hora de fluir e se infiltrar no mundo externo. E somos nós que permitimos que a escrita se realize.

Cada autor entende Continuar lendo

“A maior qualidade de um repórter é a inquietude intelectual. As coisas estão boas? Podem ficar melhores.”
(Caco Barcellos)

Carrego comigo essa inquietude, como pessoa e escritora. E acho que as coisas podem mesmo ficar melhores, como bem pode contar essa foto.

Perdoando a si mesmo

Entre contemplativa e autônoma em sua caminhada, jogaram-lhe diante de si um ser repugnante: um rato. Esse impacto violento para o qual não estava pronta leva, na verdade, a uma reconstrução de si mesma. E para se reconciliar com o mundo, com Deus e consigo mesma, talvez seja necessário cometer seus próprios crimes.

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A cena é sóbria e desnuda: uma mulher caminha pela avenida Copacabana, tentando ser algo que poucos conseguem. Essa mulher dedica-se a ser livre.

O personagem anônimo de Clarice Lispector, em Felicidade Clandestina, no conto “Perdoando Deus”, figura em seu monólogo interior e abre a demanda para novas inspeções da realidade.

Essa mulher sente-se livre ao perceber o mundo ao redor e repara que tal ato mal precisa de suor; prestar atenção nas coisas é passivo, já que em um curto momento de epifania, torna-se ela responsável pelo mundo. Continuar lendo

Cannonball

“But I won’t hide inside
I gotta get out, gotta get out
Gotta get out, gotta get out
Lonely inside and light the fuse
Light it now, light it now, light it now”

(Cannonball – Lea Michele)

Escrever é mais fácil do que falar, mas e quem não precisa contar sua história?

Sim, os sons gritam, pedindo liberdade. “I got this new beginning and I will fly like a cannonball”

Vídeo “Mãos livres”

Fiz um vídeo sobre a crônica que escrevi chamada Mãos livres, que dá nome ao livro que estou publicando, e acho que ele contém exatamente a mensagem que eu gostaria de passar, a maneira como encaro a vida…

Divido com vocês, então, o vídeo, feito com todo o carinho que me foi possível usar para produzi-lo.

“Como se nada pudesse me
fazer parar, como se fosse criar garras para lutar”

Capa

 

Maoslivres

“Sou do tipo mãos vazias. Prefiro nada carregar e ter os braços livres. Mesmo que seja para travá-los na cintura em espera, cruzá-los em desaprovação. Fico, assim, pronta para um adeus inesperado ou um abraço loucamente necessário em quem acaba de chegar.”

Vídeo: A revolução dos livros

Esse post é tão introspectivo quanto os demais, porém sua curiosidade é ter sido produzido justamente para fora, para o outro, para ser liberto e não pertencer mais a mim.

Trata-se de um video-divulgação; achei uma tarefa difícil fazer um booktrailer de um livro de contos e crônicas, principalmente para caber em 2 minutos, mas optei por divulgar trechos de algumas das histórias em forma de vídeo, e esse é o primeiro deles.

Um agradecimento especial a Juliana Lima do Blog Fabulonica, que me inspirou a começar esse trabalho, com um vídeo lindo que postou recentemente no seu blog.

Espero que gostem.

#Mãos livres

maos

Na infância e adolescência, algumas pessoas devem ter feito algum comentário açucarado sobre o que eu escrevia, pois eu continuei escrevendo. Peças de teatro, livro sobre amizade, dissertações algo pontiagudas, com interrogações logo no primeiro parágrafo, diários (escritos diariamente, sim!), poesias, enfim. Veio a idade adulta, a síndrome da incompreensão, a exasperação em encontrar as palavras corretas para buscar algum mistério sonegado em gotas de chuva, lagos e árvores herdando os murmúrios da ventania… Continuar lendo