Duetos: Jogue seu corpo ao mar

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Criei esse espaço “Duetos” para deixar eclodir a vontade de conhecer o outro, de desafiar-me a novas formas de escrita e para me aproximar daqueles que cultivam as palavras como companhia predileta, sejam escritores, devaneadores ou parceiros na vida que gostem de traduzir em verbos suas sensações.

O resultado está me trazendo um contentamento místico e a certeza de que escrever é o que quero fazer para o resto da vida.

E esse encontro de hoje só posso definir de uma forma: foi lindo. Quem me deu a honra de fazer parte desse espaço foi a Juliana Lima, do blog Fabulônica.  Conheci a Ju há quase um ano aqui na blogosfera e ela é  acolhedora, motivadora, desafiadora, meiga e adotou um verbo para si: compartilhar. Ou seja, o tipo de pessoa necessária. Continuar lendo

Duetos: Não me calo

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Criei esse espaço “Duetos” para deixar eclodir a vontade de conhecer o outro, de desafiar-me a novas formas de escrita e para me aproximar daqueles que cultivam as palavras como companhia predileta, sejam escritores, devaneadores ou parceiros na vida que gostem de traduzir em verbos suas sensações.

O resultado está me trazendo um contentamento místico e a certeza de que escrever é o que quero fazer para o resto da vida.

A parceria de hoje é com o querido Cláudio El-Jabel, ou Kambami,  do blog UNOBTAINIUM, uma pessoa absurdamente expressiva, que se define como um “observador nato desde minha aparição”.

A fra94d6b43371c004dc3ccad9484d797457se de sua vida é “Quode natura date, Nemo negare potere (O que a natureza nos dá, não podemos negar)”.

Bom, o Cláudio aceitou esse desafio junto comigo e passamos semanas a descobrir que ponto abordar. Queríamos criar um diálogo da mente consigo mesma, em suas contradições e contestações, como alguém que instiga a si mesmo e reflete sobre suas dicotomias. Eis que surge um texto dele chamado “Ego” que era tudo que precisávamos desenvolver. E o resultado segue abaixo, cuspido (foi escrito muito rápido) e acho que, mesmo distantes, conseguimos nos misturar e fazer parte, os dois, da mesma consciência.

Cláudio, agradeço a você a disponibilidade e a firmeza em entrar nessa comigo. Segue o texto abaixo, convido a todos a uma leitura com a alma, puxem suas cadeiras e sentem-se. Continuar lendo

Duetos: Silêncio e grito em duelo

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Mais um encontro para a série “Duetos”, oportunidade criada para deixar eclodir a vontade de conhecer o outro, de desafiar-me a novas formas de escrita e para me aproximar daqueles que cultivam as palavras como companhia predileta, sejam escritores, devaneadores ou parceiros na vida que gostem de traduzir em verbos suas sensações.

E o “encontro” de hoje me trouxe satisfação e alegrias imensas, pois é com o Marcelo, do blog Patriamarga.  Tomei a liberdade de descrever o seu relato sobre a máxima de sua vida, acho que nada mais esclarecedor e uma forma de mostrar uma “pitada” de quem ele é (interpretação minha, obviamente, que o tenho conhecido um pouquinho mais a cada post):

2c5110f291e2bf3d313d768236362ebb“Minha frase de ordem, apesar do nordestino que persegue meu imaginário, é uma bem paulista: “NON DUCOR DUCO” (“Não sou conduzido, conduzo”). Que está no Brasão da cidade de São Paulo!
O que parece arrogância é, na minha verdade e que passo para meus filhos, um sinal de que somos totalmente responsáveis pelos nossos atos. Sigo adiante e liderando minha consciência, mas se algo der errado, que eu esteja sempre consciente.

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Duetos: Vamos falar de amor?

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Mais um encontro para a série “Duetos”, oportunidade criada para deixar eclodir a vontade de conhecer o outro, de desafiar-me a novas formas de escrita e para me aproximar daqueles que cultivam as palavras como companhia predileta, sejam escritores, devaneadores ou parceiros na vida que gostem de traduzir em verbos suas sensações.

Francine - Lançamento do 1º Livro (48 de 279)Dessa vez, a parceria é com Neide Costa, amiga da vida, das terapias diárias e aliada das palavras, a pessoa que mais me incentivou a dar à luz o blog. A máxima de sua vida é essa frase do Amyr Klink:

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.

 

Partimos de um tema já bastante surrado, mas eu julgava essencial que falássemos disso, à nossa maneira: o amor. E desenvolvemos ao longo de algumas semanas um diálogo contraditório em algumas linhas, complementar em outras. Resumidamente, um tanto quiescente, um outro tanto carne viva.

 

VAMOS FALAR DE AMOR?

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Ei, chegue mais perto, com o corpo livre e o espírito desperto.

Vamos falar de amor?

(Sem rodeio, sem ferida, cravado e inquebrantável, feito lágrima preterida)

Quanta responsabilidade!!

Então, vamos falar de amor.

Vale a pena, vale a cena e o poema?

Já dizia o poeta: “qualquer forma de amor vale a pena, qualquer forma de amor valerá”.

E para qual direção irão suas palavras, rijas e sem correção?

Amor em suas diversas versões, intensidades e segredos.

(seria tal enigma a nascente do meu desenredo?)

Desde os primórdios, uma verdade sempre prevaleceu: “sem amor, eu nada seria”.

Nada seria, nada faria, nada quereria!

Amor que enobrece, enriquece ou enlouquece / endoidece.

Que afugenta, extasia ou surrupia (sem equilíbrio, teria sido o chão por ele raptado?).

Amor que penetra, preenchendo completamente ou ferindo toda.

Seta certeira que derrama pétalas e sangue em minha face exangue.

Amor que faz chorar e que também faz sorrir.

Não me ficam lágrimas, não me exuberam risos, mal me percebo, já nem me preciso.

Ah, o amor. Exato e tão humano! Cheio de erros e acertos.

Mas tanto claudico e, no entanto, simetrizo quase em concerto. Harmonia cristalina.

Amor pelos filhos. Por um time de futebol. Por Deus.

Pelo que renasce. Pelo desconsolo. Pelo bálsamo, enfim.

Arrebata e consolida paixões antigas.

Paixão que vozeia e não quer despedida.

Amo porque eu amo, sem mais.

Sem menos, sem horas iguais, sem olhares serenos.

Amor faz bem, preenche.

Ou esvazia tudo de vez.

O amor do dia-a-dia.

Compassivo e sem ousadia.heart-762564_960_720

O amor da saudade de tempos distantes.

Amor das verdades que há tempos se fazem errantes.

Amores impossíveis que se tornam possíveis. Platônicos.

Reclusos, trêmulos ao raiar, temerosos em ser titânicos.

Em meio a tanta intolerância, que prevaleça o amor em todas as suas formas, dimensões e cores.

Sem sim e sem não, quase sem alternativa.

Sem emblema, sem volume e meio sem expectativa.

Venha mais perto, vamos falar…

 

 

Até o próximo encontro!

 

 

Duetos: Eu só vim te dar a minha mão

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Mais um encontro para a série “Duetos”, oportunidade criada para deixar eclodir a vontade de conhecer o outro, de desafiar-me a novas formas de escrita e para me aproximar daqueles que cultivam as palavras como companhia predileta, sejam escritores, devaneadores ou parceiros na vida que gostem de traduzir em verbos suas sensações.

Hoje estou muito honrada em dividir as palavras com a Sílvia Souza, do blog Reflexões e Angústias.

silviaRoubei do blog dela a sua descrição de si mesma:

Uma mulher com múltiplas almas. Sou mãe acima de tudo. Profissional apaixonada pelo que faz. Sou sensível, romântica, sonhadora, intensa, sincera. Busco explicações todos os dias. Explicações para a vida, para os acontecimentos, para as belezas do mundo. Reflito sobre tudo o tempo todo. Não busco certezas absolutas, que não existem. Apenas quero encontrar meu papel na sociedade, porque quero viver em paz. Sou apaixonada por livros, por filmes, por viagens.

A máxima de sua vida é:

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A Sílvia é formada pela mesma Continuar lendo

Duetos: A boneca esquecida

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Mais um encontro para a série “Duetos”, oportunidade criada para deixar eclodir a vontade de conhecer o outro, de desafiar-me a novas formas de escrita e para me aproximar daqueles que cultivam as palavras como companhia predileta, sejam escritores, devaneadores ou parceiros na vida que gostem de traduzir em verbos suas sensações.

Fer e eu (2)Hoje a parceria é com Fernanda Camargo, que além de ser minha irmã, é Doutora em Matemática, leitora voraz e cúmplice na tarefa de viver. A máxima de sua vida é:

“A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que se é infeliz” (Dostoiévski)

 

O texto que escrevemos juntas Continuar lendo

Duetos: Eu em mim

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Mais um encontro para a série “Duetos”, oportunidade criada para deixar eclodir a vontade de conhecer o outro, de desafiar-me a novas formas de escrita e para me aproximar daqueles que cultivam as palavras como companhia predileta, sejam escritores, devaneadores ou parceiros na vida que gostem de traduzir em verbos suas sensações.

11694930_1108705445816557_8595821295550226573_nDessa vez, a colaboração é da Kika Lima, amiga, parceira de vida e alma, que topou responder às perguntas e delirar um pouco junto comigo. Como ela é o tipo de pessoa que dispensa definições, teria que conhecê-la para entender, deixo aqui a frase que norteia sua vida:

“Liberdade é pouco, o que eu quero ainda não tem nome”
(Clarice Lispector)

Partimos de uma imagem ao espelho, com a ideia de reconhecer-se ali, um alguém que não estava acostumado a olhar para si. O resultado pode ser conferido aqui:

EU EM MIM

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Ei, chegue mais perto.

Era minha voz que soava imperativa mas longínqua, em alguma minúcia do quarto que eu ainda não percebia. Oh, não, será que ousei partir e esqueci de me findar? Eu que Continuar lendo

Duetos: A-DOR-AR

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Criei esse espaço “Duetos” para deixar eclodir a vontade de conhecer o outro, de desafiar-me a novas formas de escrita e para me aproximar daqueles que cultivam as palavras como companhia predileta, sejam escritores, devaneadores ou parceiros na vida que gostem de traduzir em verbos suas sensações.

O resultado está me trazendo um contentamento místico e a certeza de que escrever é o que quero fazer para o resto da vida.

Começaremos com ele, o escritor Hang Ferrero, autor do blog O Ponto Afinal, cujos poemas tem feito a diferença nos meus dias. Roubo da sua página essa sublime descrição: Continuar lendo