Olhando o vazio

Ei, pequeninos!

Desculpem-me por ter lhes trazido para essa encrenca.

O mundo está um embaraço só e é tão complicado voltar a acreditar: confiar nas pessoas, fiar-se às próprias ideias, seguir em frente sem fulgurar em vazio…

Parece que a hora está errada quando encaro o relógio. E, no entanto, ele só mostra que o tempo urge, que já correu, que a vida é ida.

Quero muito ensinar sobre coragem, sobre dizer sim, mesmo quando é o não que me congela o coração, mesmo quando sou eu que travo na porta de entrada.

Então há um segredo repetido como mantra: quem tenta, não consegue! Quem tenta, não consegue! Quem tenta, não consegue! Acreditem, vocês sempre triunfarão, de uma forma ou de outra, pois são feitos da matéria de sonho real. Eu, porém, que flutuo sem parar, ainda tenho receio de cair.

E vocês perguntam “e agora?” e a minha vontade é repassar a questão para alguém que saiba respondê-la. Ora, mas eu agarro esse agora fortemente nos braços e dele faço nosso presente, presentemente.

O mundo está em desordem, eu sei, mas a gente pode arrumar a casa, deixar o quintal limpo, pois se não nos encontrarmos aqui dentro, se não nos reconhecermos em nossa intimidade, lá fora toda essa insensatez não nos acolherá.

Feijãozinho

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(Encontrei esse palavreado em meio a revistas de medicina, escrito para o meu primeiro pequenino há uns três anos e achei justo compartilhar nesse espaço, de que ele inspiradoramente faz parte)

Era uma vez um feijãozinho com quem eu nunca sonhei, mas a quem enchi de apelidinhos antes mesmo de conhecer. Não sonhei e nem esbocei características para seu rosto ou sua personalidade. Jamais pude imaginar que esse Feijão teria o sorriso mais iluminado do universo, o olhar mais sedutor e que poderia existir alguém como ele.

Nunca mais houve “meio sim” ou “meio não”, pois ele tornou tudo absoluto. Nunca mais houve quedas, pois estou sempre a flutuar. Nunca mais houve silêncio, pois o amor segue a gritar. Nunca mais houve simples pensamentos e sim grandes sonhos. Nunca mais houve solidão, nem gota qualquer.

Sobre eles

Eles merecem aparecer um pouquinho

Eles merecem aparecer um pouquinho

Amor que sufoca, mas abastece. Que nos engrandece o espírito e também faz com que nos sintamos tão pequenininhos. Amor apaixonado com dedicação exclusiva e que, no entanto, faz com que gostemos mais de nós mesmos, valorizemos nossas melhores virtudes. Amor que faz a gente ser feliz, olhando pro nada. Que faz a rotina ser uma delícia. Amor que dá um suspiro aliviado quando todos dormem e, dali a pouco está morrendo de saudade. Amor que guia, que gruda, que brilha e inunda. Amor que move, liberta, refaz e impulsiona. Amor que nos faz ser a cada segundo. Que toma o minuto pra si. Que é um, dois, cem por vez. Um melhor que o outro.