O leão comeu minha cabeça

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“Não sou eu que estou confuso, você nem sabe quem você é.”
(O Rei Leão)

Era o primeiro encontro dos dois e ele engoliu sua cabeça.

– Pai! Tive um pesadelo…

A madrugada de verão chamava a atenção dos corpos transpirados a roçar os lençóis em busca da posição ideal para que o sono se cumprisse.

– Sonhou com o quê, filha?

Não tinha dez anos completos, mas a vergonha do absurdo ainda não havia tomado sua língua, logo, poderia assumir: Continuar lendo

Tag SCARLET MOON BLOGGER AWARD

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Fui indicada pelo Marcelo Raymundo do blog Patriamarga (que eu sigo desde o meu início aqui na blogosfera) a responder essa tag com três perguntinhas. Além do respeito e admiração que tenho por ele, essa tag vai em homenagem a “vó” dele, cuja máxima é “Se você tem uma Tag para responder, então, responda logo! Porque, com certeza, vai esquecer”.

  • Qual é a sua maior qualidade?

Minha maior qualidade é ser eu mesma. Hmmmm, acho que essa resposta caberia bem numa pergunta “qual é o seu maior defeito?”. Mas vamos fingir que está tudo bem e seguir adiante…

  • Como lida com a solidão? Fez ou faz parte de sua vida?

Como eu já lidei com a solidão: chorando, fazendo terapia, escrevendo, reclamando, curtindo a solidão em tom derrotista. Hoje não deixo a solidão me abater…lido com ela como quem lida com uma amiga que vem fazer companhia de vez em quando: dialogando com ela.

  • Já abriu mão de algum sonho?

Sim! Já abri mão, já retomei a luta, já enganei os sonhos, dei uma fingida que não eram importantes, já esqueci.

Para fugir à regra, desafio algumas pessoas a responderem essa pergunta nos comentários ou em seu blog.

Você já abriu mão de um sonho por conta do excesso de solidão que estava sentindo?

 

O próprio Marcelo, do blog Patriamarga

Claudio, do blog Unobtainium

Sílvia, do blog Reflexões e Angústias

Ju Lima, do blog Fabulonica

Lucas palhão, do Blog do Palhão

Gustavo, do blog Gustavo Roubert

 

Solidão

Há um raio de sol que permeia de solidão os arredores. Guiados pelo cansaço, os homens passam na frente do prédio, sem apego ao momento. Há poucas horas, cadáveres espreitavam entediados nossas primeiras descobertas. Nada é a certeza que nos condena. E, desprovidos de êxtase, corremos atrás de um sonho. Distante.

Tudo é poesia. Mesmorembrnt os restos de um corpo que já não responde por si mesmo. Eles passeiam pelos corredores, sobem e descem escadas e deixam, por onde passam, um rastro do seu desejo. Desejo que é sombra. Sem dono.

Poei Continuar lendo